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10 casos chocantes de pessoas que mataram outras durante o sono

Sim, as pessoas podem realmente matar outras pessoas enquanto dormem. É chamado de sonambulismo homicida (homicidal sleepwalking)O fenômeno é bastante raro, mas os poucos casos que foram documentados revelam algumas semelhanças. Uma delas é que a violência sonâmbula ocorre principalmente em homens de 27 a 48 anos que tenham um histórico de comportamento incomum no sono, especialmente sonambulismo quando criança. Outra é que esses episódios geralmente ocorrem dentro de trinta minutos a duas horas desde o momento em que o agressor adormeça pela primeira vez.

Como a lei trata da violência que ocorre enquanto uma pessoa dorme? Embora existam alguns casos em que os tribunais puniram esses perpetradores por suas ações, em geral, o autor é absolvido do crime devido à sua consciência temporariamente prejudicada. De fato, a consciência temporariamente prejudicada foi amplamente aceita como a terceira categoria sob “capacidade diminuída” após o atraso mental e transtornos mentais. No entanto, apesar de muitas vezes ser considerado não culpado, os juízes exigem tratamento para seus distúrbios e, felizmente, a maioria desses tratamentos é bem sucedida.

Aqui estão dez dos mais documentados casos de sonambulismo homicida história:

10. Pai que sonhou com criatura atacando seu filho

Simon Fraser, de Glasgow, na Escócia, ocasionalmente sofria de episódios violentos quando tinha pesadelos. Quando ele era adolescente, uma vez bateu no pai e outra vez tentou estrangular sua irmã — ambos enquanto ele estava profundamente adormecido. Quando adulto, sua esposa já havia lhe contado que tinha sido empurrada da cama por ele quando Simon sonhava que estava salvando-a de um incêndio. Esses episódios culminaram nos eventos mais trágicos quando, na manhã de 10 de abril de 1878, Simon, de 27 anos, saiu da cama, levantou seu filho de 18 meses e chocou a cabeça do bebê contra uma parede, instantaneamente matando ele. Ao despertar e ser interrogado pela polícia, o pai horrorizado não negou matar seu filho, mas explicou que ele sonhava que estava salvando o bebê de uma criatura selvagem. Eventualmente, um júri decidiu que Fraser, apesar de sã, não era responsável por suas ações.

9. O medo que levou a uma tragédia

Isom Bradley foi um afro-americano profundamente apaixonado por sua namorada, Ada Jenkins. No entanto, Bradley era incomodado por um certo Lawrence Williams, que já o ameaçava. Uma noite, em 1925, Bradley e Jenkins conversaram sobre Williams, resultando com que Bradley dormisse nervoso com medo de que Williams pudesse atacá-lo naquela noite. Para se preparar para uma defesa, Bradley dormiu com uma arma debaixo do travesseiro. Infelizmente, quando ele se assustou com um barulho, imediatamente começou a disparar enquanto ainda estava dormindo e acabou matando sua namorada. Eventualmente, Bradley foi condenado por um júri, mas o Tribunal de Recursos Penais do Texas anulou o veredito e libertou Bradley porque provavelmente estava em estado de sonambulismo no momento do homicídio.

. A família do vice-prefeito é atacada

Em 17 de agosto de 1943, uma estranha mudança de eventos abalou a cidade de Boone County, Kentucky. A família do vice-prefeito, Carl Kiger, foi atacada com tiros, causando a morte de Carl e seu filho de 6 anos, Jerry. A esposa de Carl, Jennie, ficou ferida no quadril. O único membro da família que saiu ileso, foi a filha de 15 anos de Carl, Joan, que mais tarde dirigiu o carro da família para pedir ajuda a um vizinho, Robert Mayo. Ela disse a Mayo que um intruso disparou tiros em sua casa e que ela usou as armas da família para disparar de volta. No entanto, os investigadores descobriram mais tarde que eram as armas da família que foram usadas para disparar todos os tiros, e, posteriormente, Jennie teve acesso a uma das armas. Quatro meses depois, um grande júri acusou Joan e Jennie pelos assassinatos, com Joan julgando primeiro e possivelmente enfrentando a pena de morte se for considerada culpada. No entanto, a revelação de que Joan sofria de pesadelos vívidos — assim como seu pai — juntamente com a falta de um motivo para os assassinatos, foi suficiente para o júri absolvê-las. As acusações contra Joan foram posteriormente retiradas.

7. O sonâmbulo bêbado

Em 2005, Jules Lowe, de Manchester, fez história judicial no Reino Unido quando se tornou a primeira pessoa a ser absolvida do assassinato em virtude de estar sonâmbulo ao cometer um crime no país. O referido ato ocorreu em outubro de 2003, depois que Jules, que era muito próximo de seu pai Eddie, participou de uma sessão de bebedeira. Momentos depois de ir dormir, Jules começou a chutar, socar e a pisar em seu pai, matando-o no processo. Um vizinho então chamou a polícia depois de ver o corpo sem vida de Eddie no caminho da casa da família, e Jules logo foi preso. No entanto, realizando uma série de estudos do sono de Jules antes do julgamento, a promotoria conseguiu determinar que o paciente de 23 anos sofria de uma tendência a experimentar automatismo durante o sono, apoiando assim a afirmação de Jules de que ele não se lembrava de ter matado seu pai.

6. A mãe que sonhou estar lutando com soldados coreanos

Ivy Cogdon, de Carnegie, Austrália, ocasionalmente tinha pesadelos vívidos, que a fazia agir como se realmente estivesse vivendo o que sonhava. Uma vez, ela soube que alguém em sua cidade criava aranhas vermelhas para vender como animais de estimação, o que a fazia sonhar com a filha sendo atacada pelas criaturas. Enquanto dormia, ela se dirigiu ao quarto da filha e tentou livrar Patricia das criaturas que se arrastavam por ela em seu sonho — um ato estranho, mas em grande parte inofensivo. No entanto, nas primeiras horas da manhã de 11 de agosto de 1950, o sonambulismo da mãe resultou em um resultado devastador. Antes de ir para a cama naquela noite, Patricia disse a sua mãe que era possível que ela fosse designada como motorista de guerra se os coreanos atacassem a Austrália. Isso fez com que Ivy sonhasse com soldados coreanos atacando sua casa, o que, por sua vez, fez com que ela esmagasse a cabeça da filha amada com um machado, matando-a instantaneamente. Um tribunal criminal acreditou na história de Ivy e acabou por absolver a mãe.

5. O pai e a máscara de halloween

Joseph Anthony Mitchell, de 50 anos, da Carolina do Norte, estava com problemas financeiros que o levaram à privação de sono, e, se o veredito do seu caso for a verdade, esses fatores contribuíram para um episódio violento de sonambulismo. Alexis, a filha de 13 anos de Mitchell, testemunhou que seu pai, usando uma máscara de halloween, entrou em seu quarto no dia 22 de setembro de 2010. Ele então empurrou a cabeça dela na parede, fazendo com que ela desmaiasse. Quando ela ganhou consciência, viu seu pai estrangulando Devin, seu irmão de 13 anos. Depois que ela não conseguiu conter seu pai, correu para o quarto de sua mãe. A mãe, Christine Perolini, aterrorizada, pediu para Alexis buscar seus irmãos, mas quando a adolescente encontrou seu irmão de 4 anos, Blake, ele já estava morto. Devin, no entanto, sobreviveu. No final, o júri absolveu Joseph unanimemente porque as acusações de assassinato e tentativa de homicídio “não foram suficientemente comprovadas”.

4. O sonâmbulo que dirigiu 23 km até a casa dos sogros

Nas primeiras horas de uma manhã de maio de 1987, Kenneth Parks, de 23 anos, dirigiu 23 quilômetros de sua casa em Pickering até a casa dos sogros em Scarborough, Ontário. Ele então usou uma faca de cozinha para matar sua sogra e ferir seriamente seu sogro. Depois, Parks se dirigiu a uma delegacia de polícia próxima e confessou o que havia feito. Surpreendentemente, o Supremo Tribunal do Canadá absolveu Parks porque ele estava dormindo quando cometeu os crimes. Mais especificamente, os juízes acreditaram na história de Parks que ele havia adormecido enquanto assistia à televisão e só acordou depois que ele já havia confessado à polícia. Felizmente, depois de ter sido tratado, Parks nunca teve sonambulismo novamente.

3. Sonambulismo ou falso álibi?

O caso de Albert Jackson Tirrell, em 1846, marcou a primeira vez que o sonambulismo foi usado com sucesso na América do Norte como defesa em uma acusação de homicídio. No entanto, a absolvição provocou grande indignação porque muitos acreditavam que o álibi era falso. O assassinato ocorreu na manhã de 7 de outubro de 1845, quando Tirrell, filho de uma família rica de Massachusetts, visitou sua namorada, a prostituta Maria Bickford. Tirrell era casado e já tinha filhos quando começou sua relação com Bickford, que era financeiramente bem-sucedida e continuou seu trabalho, apesar de se envolver com Tirrell.

Na manhã da visita de Tirrell ao bordel onde Bickford trabalhava, ouviram-se ruídos altos do quarto, após os quais três incêndios atingiram o estabelecimento. Quando o quarto de Bickford foi verificado, ela foi encontrada com a garganta cortada de orelha a orelha, sua cabeça estava quase desprendida de seu corpo. E porque Tirrell foi o último a ser visto entrando no quarto de Bickford, ele era o suspeito óbvio. No entanto, os advogados de Tirrell argumentaram com sucesso que, como ele era um sonâmbulo habitual, poderia ter realizado o assassinato enquanto dormia.

2. Sonâmbulo que “comemora” depois do assassinato

Em 1879, um homem de 30 anos com o sobrenome “Fain” apelou com sucesso de sua condenação por assassinato depois de ter sido declarado culpado por um tribunal inferior. O incidente que levou ao caso ocorreu em uma noite de fevereiro, quando Fain e um amigo, George Welch, visitaram o Veranda Hotel. Os dois adormeceram em uma sala pública, e quando Welch despertou, pagou um porteiro pela hospedagem. Welch então tentou despertar Fain para levá-lo para uma quarto, mas falhou, então Welch pediu ao porteiro que fizesse isso. O porteiro, em uma tentativa desesperada de despertar Fain, sacudiu-o violentamente, mas quando Fain finalmente acordou, acabou atirando no porteiro repetidamente, o matando. Estranhamente, Fain depois começou a gritar “hoo-wee” várias vezes, e deixou a sala como se estivesse assustado. Uma testemunha informou mais tarde que Fain lhe havia dito sobre ter atirado contra alguém, mas não sabia quem era. Ao absolver Fain, o Tribunal de Apelações de Kentucky reconheceu que ele era sonâmbulo desde a sua juventude e que ter pouco sono provavelmente provocou o episódio violento, mas involuntário.

1. O detetive que se chocou ao resolver um assassinato

Na década de 1880, Robert Ledru, de 35 anos, de Paris, era amplamente reconhecido como sendo um dos melhores detetives de seu tempo. Assim, quando o empresário Andre Monet foi morto a tiros numa praia em 1887 e não foram encontradas pistas, eles pediram a Ledru que investigasse o caso. O primeiro detalhe que o detetive notou foi que as pegadas aparentemente deixadas pelo assassino na cena do crime não tinham um dedão do pé direito. Ledru, também havia perdido o dedão do pé direito em um acidente, então de repente se lembrou de ter despertado aquela manhã e achou que suas meias estavam molhadas inexplicavelmente. O investigador horrorizado dirigiu-se então à polícia e confessou que cometeu o assassinato enquanto dormia. Para estudar o caso, Ledru recebeu uma arma com balas de festim e dormiu na prisão para ser observado. E, como esperado, naquela noite, Ledru ergueu-se no sono e disparou contra os guardas. Mais tarde, concluiu-se que o sonambulismo de Ledry tinha sido provocado por sua sífilis não tratada. Por esse motivo, o assassino não quis continuar com sua carreira como detetive e teve que passar os anos restantes de sua vida no interior parisiense, onde guardas e enfermeiras o atendiam.

[h/t The Richest]

 

 

 

 

 

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